Digo-o sempre e é verdade: não esperava que o desafio de conversação interlíngua que lancei em maio de 2021 se tornasse viral nas redes sociais. Inicialmente, pensei nesta experiência para a levar às minhas aulas de francês e de ensino de línguas na FCCED mas o que descobrim foi que interlingua, essa língua artificial de que tanto eu gostava, esse passatempo clandestino meu, era uma ferramenta de comunicação internacional muito poderosa. Sim, os linguistas que desenvolveram a interlíngua sabiam o que estavam a fazer e figérom-no bem. Ainda hoje, milhares e milhares de pessoas de diferentes países, falantes de línguas românicas e não românicas, comentam nos meus vídeos a sua surpresa e as sensações que experimentam ao ouvir esta língua. Não quigem perder esta oportunidade e decidim continuar a explorar o potencial da interlíngua para divulgar informações sobre a linguística, para falar sobre a diversidade cultural ou sobre a experiência de aprender uma nova língua.
Durante estes dous anos, atraím a atenção de muitos meios de comunicação . Graças à interlíngua, tivem o prazer e o privilégio de poder partilhar a minha paixão pola linguística e o meu compromisso coa diversidade cultural. Entre os diferentes formatos em que tenho sido entrevistado, talvez as entrevistas em podcast sejam aquelas em que me sinto mais confortável. São conversas mais longas em que os pormenores são discutidos e ouvidos com mais atenção sem a distração da imagem. A entrevista que Coralie Puyau me fijo em francês para o seu interessantíssimo podcast La fabrique aux polyglottes é um bom exemplo disso e uma oportunidade de me ouvir falar em francês.
Porquê em interlíngua?